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Plantas do bairro e das casas



quarta-feira 26 de fevereiro de 2014

São 380 famílias do bairro industrial de Piquiá de Baixo que sofrem há décadas pela violenta poluição do polo siderúrgico de Açailândia-MA.
Nos últimos dez anos estão lutando contra as empresas poluidoras de muitas formas: manifestações e protestos, denúncias, processos judiciais, reivindicações para eficaz monitoramento ambiental por parte do Estado, luta para a instalação de filtros e diminuição dos impactos.

O silêncio das empresas e do poder público estava levando à fuga, lenta e progressiva, de quem tinha condições de alugar casa numa outra parte da cidade. E novos pobres vinham se submetendo à poluição, no lugar de quem fugiu.

Até que a comunidade ergueu a cabeça e quis sonhar coletivamente: em 2008, a associação de moradores realizou uma consulta com todos os moradores, que quase à unanimidade optaram por lutar pelo reassentamento coletivo em uma nova localidade, livre da contaminação.

A solução individual estava se transformando em projeto comunitário. O reassentamento não é fuga ou submissão à necessidade brutal de que alguém necessariamente sofra para o “progresso” de todos.
Enquanto a comunidade batalha para conseguir uma nova terra e recuperar toda sua dignidade, continua no Piquiá de Baixo a luta por justiça ambiental, redução da poluição e punição dos responsáveis.

Haverá uma nova Piquiá, numa região limpa e segura; as casas que foram invadidas pelas firmas serão substituídas por um parque, que distancie definitivamente o distrito industrial das moradias.

E Piquiá será, em breve, emblema de uma luta consciente e conscientizadora, ousada, paciente e teimosa, que prioriza a defesa imediata da vida e garante ao mesmo tempo a efetivação da justiça plena no longo prazo.

Nessa seção, encontram-se algumas plantas do novo bairro projetado e dos três modelos de casas que o comporão.